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Poços artesianos do Grande Recife não correm risco de salinização, diz Agência de Águas e Clima de PE

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Em 2003, havia um alerta para a possibilidade de contaminação dos mananciais subterrâneos com a água do mar. Mais de 7.300 poços são registrados em Pernambuco.

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) divulgou um estudo sobre a qualidade da água dos poços artesianos da capital e Região Metropolitana e atestou que os reservatórios subterrâneos do estado não correm risco de salinização. O relatório mostra a evolução da capacidade dos aquíferos em Pernambuco, entre 2017 e 2003, ano em que restrições foram estabelecidas por causa dos impactos ambientais causados pela superexploração dos mananciais. É preciso de autorização do órgão para utilizar os equipamentos.
Ao todo, no estado, há aproximadamente 7.300 poços registrados pela Apac, sendo 2.600 no Recife. Em 2003, foi publicada uma resolução do Conselho Estadual de Recursos Hídricos, que, entre outras coisas, estabeleceu que nenhum poço com mais de 50 metros de profundidade poderia ser perfurado entre Boa Viagem e parte da Imbiribeira, na Zona Sul do Recife. Isso porque, apesar de se encontrarem mais “protegidas” no subsolo, as águas dos aquíferos confinados também sofrem riscos com a superexploração de seu potencial.
Nos anos 90, o Grande Recife enfrentou a maior crise no abastecimento de água. A partir dessa época, mais de 13 mil poços clandestinos - mais que o dobro dos seis mil autorizados - foram perfurados, criando um alerta para a possível salinização dos aquíferos.
Além disso, quando se retira mais do que o aquífero é capaz de renovar e suas recargas naturais se tornam insuficientes rebaixa-se o potencial de armazenamento ou, até mesmo, torna-se inutilizável. O estudo realizado este ano ampliou a área analisada de Olinda, Recife e Jaboatão para toda a Região metropolitana.
De acordo com o presidente da Apac-PE, Marcelo Asfora, a salinização ocorre com poços mal perfurados no litoral, quando a água do mar encontra a água doce, por causa do desequilíbrio na pressão do subsolo. Segundo ele, em 2003, havia um crescimento na profundidade dos poços, porque a população furava mais para conseguir tirar o que a natureza já não estava sendo capaz de repor.

Por isso, o espaço deixado pela água que estava ali anteriormente passava a ser ocupado pela água salgada, inútil para consumo. "Todo poço precisa ter um hidrômetro e é estabelecido um limite de utilização”, disse Marcelo.
Segundo Marcelo Asfora, o estudo, que será finalizado em julho deste ano, foi uma atualização na pesquisa de 2003 e mostra que, atualmente, a possibilidade de salinização deixou de ser um problema no estado. Apesar disso, a perfuração de qualquer poço deve ser registrada e fiscalizada pela Apac, tanto por causa da qualidade da água quanto pelos impactos ambientais causados pelo equipamento.
Para receber informações sobre a ourtoga e perfuração de poços artesianos, é preciso entrar em contato com a Apac, pelo telefone 3182.1020.

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Fonte: www.g1.globo.com  

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