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Mais de 80 cidades mineiras estão em situação de emergência por causa da estiagem

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Nove municípios estão enfrentando racionamento de água, diz Copasa. Ambientalistas alertam que escassez é inevitável se não houver investimentos em conservação das bacias.

Em Minas Gerais, 85 cidades decretaram situação de emergência por causa da seca prolongada que atinge as regiões Norte e Nordeste do estado, além dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, de acordo com a Defesa Civil Estadual. Nove municípios foram obrigados a implementar rodízios de abastecimento de água.

“O longo período de estiagem dos últimos anos e a diminuição do nível das captações superficiais nos mananciais têm prejudicado o abastecimento de água nas cidades de Águas Vermelhas, Arcos, Campos Gerais, Capitão Enéas, Divisa Alegre, Montes Claros, Pai Pedro, Pedra Azul e Sardoá”, disse em nota a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

Além do rodízio, os moradores precisam contar com caminhões-pipa, reativação e perfuração de poços, além de intervenções nas redes de distribuição.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o calor e o tempo firme devem continuar nestas regiões. A temperatura pode chegar a 37ºC nesta quinta-feira (16). Não há previsão de chuva nos próximos dias.

Grande BH

Já os reservatórios que abastecem a Região Metropolitana de Belo Horizonte estão com níveis considerados satisfatórios pela Copasa.

Nesta quarta-feira (15), o Sistema Paraopeba operava com 69,9% de sua capacidade. O Rio Manso estava com 84,2%, o Vargem das Flores estava com 69,2% e o Serra Azul tinha 46,1% de sua totalidade. Estes reservatórios abastecem 49 municípios, atendendo cerca de 4,8 milhões de habitantes.


De acordo com a Copasa, se não fosse pela obra que possibilitou a operação no Rio Paraopeba, realizada em 2015 e que custou R$ 128,5 milhões, o abastecimento da Grande BH entraria em colapso.

Porém, para o gerente do projeto “Coalizão Cidades pela Água”, realizado pela ONG The Nature Conservancy Brasil (TNC), Ricardo Galeno, a criação desta infraestrutura não é suficiente para garantir o abastecimento a longo prazo.

“Estas obras desafogaram um pouco o sistema no período de chuva e fez com que houvesse uma maior economia nos reservatórios. Porém, é fundamental que seja realizado um investimento baseado na natureza e no manejo de solo. Restauração, conservação e boas práticas de solo”, disse ele.

O projeto Coalizão Cidades pela Água conta com o apoio da iniciativa privada para promover ações de preservação de nascentes e rios em áreas críticas para a produção de água.

“Nós percebemos que o investimento verde de $2 por pessoa já é suficiente para a recuperação das bacias. A dificuldade é como fazer esse entendimento da necessidade de apoio de todos os setores da sociedade se maximize. As bacias do Rio das Velhas e do Paraopeba, fundamentais para o abastecimento da Grande BH, ainda sofrem com lançamento de esgotos domésticos e com o desgaste provocado pela atividade minerária”, explicou Galeno.

Leia mais em: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2018/08/16/mais-de-80-cidades-mineiras-estao-em-situacao-de-emergencia-por-causa-da-estiagem.ghtml

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Fonte: www.g1.globo.com  

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