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Um ano após crise hídrica, Viçosa e Ubá não têm previsão de racionamento de água em 2018

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Em 2017, cidades decretaram situação de emergência e tiveram escalas de rodízio. Juiz de Fora tem mananciais com níveis abaixo do ano passado, mas racionamento também é descartado.

Um ano após uma grave crise hídrica, as cidades de Viçosa e Ubá não têm previsão de racionamento de água em 2018. No ano passado, os dois municípios decretaram situação de emergência e passaram por escalas de rodízio.

Na última semana, o G1 divulgou uma matéria apontando que em Juiz de Fora, dois dos três mananciais que abastecem a cidade estão com níveis inferiores em relação ao mesmo período de 2017. A Companhia de Saneamento Municipal (Cesama) informou, no entanto, que não há risco de desabastecimento.

De acordo com o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Viçosa, além do período de seca ter sido mais curto este ano, algumas obras e intervenções foram realizadas para garantir que o abastecimento de água na cidade conseguisse manter nível superior ao de anos anteriores.

O chefe do Setor de Tratamento de Água e Esgoto do Saae, Henrique Freitas Santana, destacou que em fevereiro de 2018, com o término da primeira etapa da ampliação da Estação de Tratamento de Água da Violeira (ETA II), o local passou a operar com 160 L/s.

“Ano passado, as represas deste manancial apresentavam 41,6% do volume prontamente disponível para captação. Hoje, estão com 100% da capacidade de armazenamento e a cidade de Viçosa não corre risco da implantação de racionamento e muito menos de declarar estado de emergência como em anos anteriores”, explicou.
Apesar da capacidade de armazenamento estar abaixo da vazão final de projeto, mesmo assim há diminuição da pressão e dependência do Ribeirão São Bartolomeu. Enquanto as obras eram realizadas, eram frequentes períodos de racionamento em razão da dependência deste manancial, que não suportava a grande captação de água de seu leito para abastecimento de toda a cidade.

Em Ubá, não há uma autarquia responsável pelo gerenciamento dos mananciais e abastecimento de água, ficando esta a cargo da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa-MG). No site da instituição são atualizadas as cidades que passam por rodízio e, neste ano, Ubá não figurou neste quadro.


De acordo com a Copasa, os níveis dos dois principais mananciais que abastecem a cidade, o Ribeirão Ubá e o Ribeirão Ubá Pequeno, estão com níveis satisfatórios. A Prefeitura da cidade, desde o ano passado, realiza ações ambientais, como plantio de árvores e criação de barraginhas. As medidas têm o objetivo ampliar o armazenamento de água.

Nível de mananciais em Juiz de Fora
Dois dos três reservatórios de água que abastecem Juiz de Fora estão com níveis inferiores aos registrados em setembro de 2017.

Mesmo assim, a Companhia de Saneamento Municipal de Juiz de Fora (Cesama) garantiu que a situação está dentro do esperado para esta época do ano e não há risco de desabastecimento.

O último rodízio de abastecimento de água registrado em Juiz de Fora foi suspenso em janeiro de 2016, quando as chuvas elevaram os níveis dos reservatórios e todos passaram a operar com mais 60% da capacidade. O rodízio teve início no ano de 2014.

Leia mais em: https://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2018/09/18/um-ano-apos-crise-hidrica-vicosa-e-uba-nao-tem-previsao-de-racionamento-de-agua-em-2018.ghtml

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Fonte: www.g1.globo.com  

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